DOENÇA DE PARKINSON
Conselhos de Saúde

PARKINSON: movimentos lentos e tremor das mãos

DOENÇA DE PARKINSON: movimentos lentos e tremor das mãos

Os primeiros sinais da doença de Parkinson podem ser tão subtis quanto um ligeiro tremor nos dedos de uma mão ou de um braço.

 A doença de Parkinson (DP) é progressiva, sendo que na fase inicial pode até ser difícil o seu diagnóstico clínico, dado que alguns dos sintomas são facilmente confundidos com manifestações do envelhecimento.

Apesar do tremor de repouso ser o sinal que mais chama a atenção, a lentidão do movimento é o sintoma nuclear da doença de Parkinson. Posteriormente os doentes podem revelar rigidez muscular, voz com tom monótono e mais baixo ou postura encurvada. Com o avançar da doença podem desenvolver marcha lenta e de pequenos passos, hesitação na marcha ou dificuldade em retomar o movimento. Nesta fase, colocam-se problemas de equilíbrio e risco de queda. Para além dos sintomas motores, ocorrem muito vulgarmente sintomas não motores, tais como: obstipação, alterações do sono REM, disfunção sexual, alterações da cognição e depressão.

A Doença de Parkinson impõe limitações físicas que podem ser frustrantes, razão pela qual o tratamento inclui uma componente de cuidados que abarcam a fisioterapia, a terapia da fala, a terapia ocupacional e aconselhamento psicológico.

Como a Doença de Parkinson afeta o quotidiano, há alguns gestos que podem facilitar a vida:

  • Corrija a postura enquanto caminha, procurando manter a cabeça e o pescoço alinhados com as ancas e os pés afastados um do outro;
  • Use sapatos confortáveis;
  • Remova os objetos que, em casa, possam constituir obstáculos à marcha;
  • Instale apoios junto à sanita e à banheira;
  • Use roupas fáceis de vestir e despir: com elástico na cintura ou com velcro em vez de botões, por exemplo;
  • Pratique a leitura em voz alta;
  • Fale com o rosto virado para o seu interlocutor, se necessário um pouco mais alto do que o habitual;
  • Faça uma alimentação equilibrada;
  • Faça exercício físico adaptado com regularidade;
  • Informe-se sobre a doença e envolva-se nas decisões sobre o seu tratamento;
  • Não se isole.

Foi em 1817 que a doença foi identificada, pela primeira vez, pelo médico inglês James Parkinson. Dois séculos depois, sabe-se que os sintomas se desenvolvem quando são danificadas ou destruídas determinadas células nervosas na região do cérebro designada por substância nigra. Em circunstâncias normais, essas células libertam dopamina, um químico que assegura a comunicação com outra região do cérebro, o corpo estriado. São esses sinais que permitem movimentos controlados dos membros, equilíbrio, postura e tónus muscular.

Com o envelhecimento, há uma perda natural dessas células, mas nos doentes de Parkinson verifica-se uma perda acelerada, que ameaça a produção de dopamina.

A Doença de Parkinson ocorre com maior incidência em pessoas idosas, o que faz da idade um dos fatores de risco, mas não o único.

Uma vez diagnosticada, o tratamento passa pela utilização da mesma substância que está em falta – a dopamina. O objetivo é fornecê-la ao cérebro em quantidades suficientes para controlar os sintomas, através de diferentes tipos de medicamentos.

A 11 de abril assinala-se o dia mundial da doença de Parkinson, doença que se calcula que afete em Portugal cerca de 20 mil pessoas. Um número que poderá aumentar, acompanhando o aumento da longevidade!

A Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson (APDPk) procura contribuir para melhorar as condições de vida nomeadamente pela educação para a saúde, defendendo os direitos das pessoas junto dos poderes públicos, e efetuando atividades terapêuticas e lúdicas.

 

Veja o artigo original escrito pela APDPk aqui na nossa revista a3.

 

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