excesso de peso
Conselhos de Saúde

E SE A RESPOSTA AO EXCESSO DE PESO ESTIVER NO INTESTINO?

O excesso de peso e a obesidade são uma epidemia global, são a causa de 10 – 13 % das mortes na Europa1,2. São também responsáveis por 2 – 8% dos custos de saúde1,2.

O excesso de peso é caracterizado por um índice de massa corporal (IMC) superior a 24,9 e inferior a 30. É importante começar por tratar o excesso de peso para prevenir que este evolua para obesidade (índice de massa corporal >30) 1,2.

Ambas as condições estão relacionadas com várias patologias, à medida que o IMC aumenta o risco dessas patologias1,2.

IMC = (kg)/(m2)

Porquê tratar o excesso de peso?

68 % dos Portugueses tem excesso de peso (29 % tem obesidade)3.

Imagine um iceberg: o excesso de peso é apenas a ponta do iceberg. Existe uma face oculta que esconde todos os riscos aumentados de vários sintomas e patologias, tais como: obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão, dislipidemias, osteoartrite, depressão, alguns tipos de cancro, 1entre outras doenças.

Devemos começar por tratar o excesso de peso e a obesidade para evitar que estas comorbilidades ocorram1,2. Caso já estejam instaladas, para além de as tratar devemos ter sempre a preocupação de atingir um peso normal ou pelo menos perder peso: ainda que sejam pequenas perdas, trazem sempre grandes benefícios para a saúde.

O intestino humano contém triliões de microrganismos, conhecidos como flora ou microbiota intestinal, sendo responsáveis por várias funções na saúde do organismo, tais como:

  • Forma uma barreira protetora, neutraliza toxinas e impede a adesão de bactérias patogénicas4,5
  • Mantém a integridade da barreira intestinal, o que impede a passagem de toxinas e agentes patogénicos 4,5para o interior do organismo
  • Estimula o sistema imunitário: 80 % das células do sistema imunitário residem no intestino6 e a microbiota intestinal interage com elas
  • Conversão de nutrientes complexos em fontes de energia importantes para as células intestinais e para as bactérias benéficas7
  • Regulação do controlo da ingestão fome e saciedade7

Quando existe um desequilíbrio destes microrganismos, também conhecido como disbiose, ocorrem várias alterações que podem levar ao excesso de peso:

  • Desregulação do armazenamento de gordura7,8
  • Desregulação dos níveis de açúcar no sangue7,8
  • Alteração da comunicação intestino – cérebro 9,10,11,12
  • Redução da saciedade 9,10,11,12
  • Estimulação do apetite 9,10,11,12

Após anos de pesquisa, sabe-se agora que as pessoas com excesso de peso apresentam um tipo de disbiose caracterizado por menor número de enterobactérias.13 As enterobactérias, como a Hafnia alvei, são importantes para a regulação da fome e da saciedade, porque produzem uma proteína que promove a saciedade13,14.

Percebe-se assim que as pessoas com menos enterobactérias têm uma maior sensação de fome, o que as leva a ingerir uma maior quantidade de comida e assim ganhar peso13,14.

Entre os fatores que podem levar a este desequilíbrio do ecossistema intestinal estão, por exemplo, o estilo de vida, a dieta, a atividade física, a exposição a medicamentos (antibióticos, por exemplo), o stresse e a qualidade do sono.

 Os probióticos ajudam a emagrecer?

Segundo a Organização Mundial de Gastroenterologia, os probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem um efeito benéfico para a saúde15.

Num estudo clínico com 236 participantes, o grupo que tomou o probiótico Hafnia alvei HA3597 perdeu peso comparativamente com o grupo que não tomou o probiótico. Passado um mês do início do estudo, o grupo que tomou o probiótico sentia menos vontade de petiscar ou comer doces e conseguia ter porções mais pequenas às refeições16.

Sabemos agora que não estamos sozinhos e que as bactérias que habitam o nosso intestino podem também ser responsáveis pelo nosso ganho de peso. Por isso temos que as tratar bem, adotando uma alimentação saudável rica em fibra, em nutrientes reguladores como as frutas e os vegetais, com gorduras de boa qualidade como o azeite e os frutos secos, evitando alimentos processados. Aliar a estes conselhos a prática de atividade física e a toma de um probiótico adequado pode ser a chave para perder peso.

Susana Veloso

Medical Trainer na Biocodex

 

Satylia symbiosys

Satylia Symbiosys tem na sua composição a estirpe bacteriana Hafnia Alvei HA 4597, Zinco e Crómio, o qual pode ser utilizado como complemento na perda de peso.

Satylia Symbiosys é um suplemento alimentar para adultos, que combina a estirpe probiótica única Hafnia alvei HA4597, com os minerais essenciais zinco e crómio.

Este suplemento alimentar é o resultado de 15 anos de investigação, no campo do equilíbrio metabólico» e atua no controlo do apetite, suprimindo a fome e, em simultâneo, gerando uma saciedade precoce.

Zinco contribui para o normal metabolismo dos macronutrientes (incluindo hidratos de carbono e ácidos gordos) e o Crómio contribui para a manutenção dos níveis normais de glicose no sangue.

 

Referências Bibliográficas:

  1. Obesity and overweight. WHO. 2021. Disponível em https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight
  2. WHO/Europe approaches to obesity. WHO. 2021. Disponível em https://www.euro.who.int/en/health-topics/noncommunicable-diseases/obesity/obesity
  3. Prevalência de excesso de peso e de obesidade em Portugal: resultados do primeiro Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF 2015). Instituto Ricardo Jorge. 2018
  4. Da Silva G and Domingues S (2017) We Are Never Alone: Living with the Human Microbiota. Front. Young Minds. 5:35. doi: 10.3389/frym.2017.00035. 2017. https://kids.frontiersin.org/article/10.3389/frym.2017.00035
  5. Gut Microbiota For Health. Información sobre la Microbiota Intestinal. Disponível em: https://www.gutmicrobiotaforhealth.com/es/informacion-sobre-microbiota-intestinal/
  6. Holmgren J et al. Mucosal immunity: implications for vaccine development. Imunobiology. 1992;184(2-3):157-79
  7. Cerdo T et al. The Role of Probiotics and Prebiotics in the Prevention and Treatment of Obesity. Nutrients. 2019 Mar 15;11(3). pii: E635.
  8. Lee Clare J et al. Gut microbiome and its role in obesity and insulin resistance. Ann N Y Acad Sci. 2020;1461(1):37-52
  9. Abenavoli L et al. Gut Microbiota and Obesity: A Role for Probiotics. Nutrients. 2019 Nov 7;11(11). pii: E2690.
  10. Torres-Fuentes C et al. The microbiota-gut-brain axis in obesity. Lancet Gastroenterol Hepatol. 2017 Oct;2(10):747-756.
  11. Mulders RJ et al. Microbiota in obesity: interactions with enteroendocrine, immune and central nervous systems. Obes Rev. 2018 Apr;19(4):435-451
  12. Rastelli M et al. Gut Microbes and Health: A Focus on the Mechanisms Linking Microbes, Obesity, and Related Disorders. Obesity (Silver Spring). 2018 May;26(5):792-800.
  13. Legrand, et al., Commensal Hafnia alvei strain reduces food intake and fat mass in obese mice – a new potential probiotic for appetite and body weight management. International Journal of Obesity. Jan 2020.
  14. Lucas et al., Hafnia alvei HA4597® strain reduces body weight gain and improves body composition, glucose and lipid metabolism in a mouse model of hyperphagic obesity. Microorganisms. 2020.
  15. Guarner F et al. World Gastroenterology Organisation Global Guidelines: probiotics and prebiotics February 2017 Global Guideline World Gastroenterology Organisation, 2017.
  16. Lambert et al., he Probiotic Strain H. alvei HA4597® Improves Weight Loss in Overweight Subjects under Moderate Hypocaloric Diet: A Proof-of-Concept, Multicenter Randomized, Double-Blind Placebo-Controlled Study. Nutrients 2021, 13(6), 1902; https://doi.org/10.3390/nu13061902