Quem nunca viveu um amor de verão? Quem está a viver esse amor neste preciso verão? Aposto que pelo menos uma destas perguntas tem resposta afirmativa! O Verão é por si só sinónimo de férias, calor, dias longos, mergulhos no mar, tardes na esplanada, momentos de maior disponibilidade e descontracção dos quais resultam muitas vezes numa paixão fugaz ou mais duradoura.
A contracepção existe por razões muito importantes: para prevenir uma gravidez não planeada e para travar a propagação de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). No entanto, a informação não chega a todos e por isso não é de admirar que as pessoas muitas vezes assumam os riscos de praticar sexo desprotegido. Como o amor não tira férias e pode surgir uma paixão de verão é importante para a vossa saúde que usem contracetivos.
Existem diversos métodos contracetivos e em seguida destaco alguns prós e contras sobre os mesmos:
Preservativos Masculinos
Ainda existem pessoas que não usam preservativos por não se sentirem realmente seguras, sobretudo por temer que estes se rompam a qualquer momento. No entanto, o preservativo tem uma taxa de eficácia de 98% e quando usado correctamente, é um método contracetivo bastante seguro. Além disso protege tanto da gravidez como das doenças sexualmente transmissíveis.
O preservativo masculino é muito acessível e fácil de colocar. No entanto, este método contracetivo está associado a um mito – são muitos os que referem que o preservativo diminui a sensibilidade durante as relações sexuais. Embora possa ter sido um problema de anos é notório o grande desenvolvimento e evolução no fabrico de preservativos pelo que essa preocupação deixa de fazer sentido.
Preservativos Femininos
Os preservativos femininos têm uma taxa de eficácia de 95% se usados correctamente. As etapas sobre como usar um preservativo feminino são bastante simples e semelhantes à inserção de um tampão. Tal como os preservativos masculinos, e ao contrário de alguns outros métodos de contraceção, estes protegem tanto das DSTs como de uma gravidez indesejada.
A Pílula
As pílulas quando tomadas correctamente, tem uma taxa de eficácia superior a 99% contra uma gravidez indesejada. Existem muitas pílulas contracetivas no mercado, e certos tipos podem não ser os mais indicados para determinadas mulheres. Se optarem por tomar a pílula, é necessário consultar um médico para se determinar qual a pílula adequada a cada caso específico. É muito importante referir que a pílula não protege contra as DSTs.
A pílula do dia seguinte
A pílula do “dia seguinte” é utilizada para prevenir uma gravidez não planeada após uma relação sexual não protegida ou em caso de falha do método contracetivo. Embora seja considerada um método seguro, a pílula de emergência pode ter alguns efeitos secundários a curto prazo, tais como dor abdominal e dor de cabeça. Outra desvantagem é que a pílula do dia seguinte pode desregular o ciclo menstrual. Esta pílula atrasa a ovulação caso esta ainda não tenha ocorrido. Ao atrasar a libertação do óvulo, os espermatozóides não podem fecunda-lo. Esta pílula deve ser tomada assim que possível após a relação sexual, num prazo máximo de 120 horas. Nenhuma pílula do dia seguinte pode ser eficaz a 100%, uma vez que existe a possibilidade de a mulher se encontrar a ovular quando a tomar. Em nenhum caso esta pílula deve substituir o método contracetivo regular!
Já que o amor não tira férias aproveitem também para não tirar férias dos métodos contracetivos ! Protejam-se!